sábado, 22 de Novembro de 2008

TERTÚLIA DE NOVEMBRO


No próximo dia 29 (Sábado) pelas 18 horas na Livraria Braço de Prata, a Tertúlia continua, tendo como convidado David Soares.
Escritor e ensaísta, David Soares publicou vários livros de contos, romances e banda desenhada. Neste último registo ganhou duas vezes o prémio de “Melhor Argumentista Nacional”.
Escreveu o romance “A Conspiração dos Antepassados”, sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago Aleister Crowley. O seu último romance, “Lisboa Triunfante” foi editado recentemente pela sua editora habitual, a Saída de Emergência.
Combinando vários estilos literários, David Soares é neste momento o melhor e mais activo autor de literatura portuguesa do género Fantástico.

Outras obras do autor:

Os Ossos do Arco-Íris

As Trevas Fantásticas

Participação em diversas antologias de Literatura Fantástica:

A Sombra Sobre Lisboa

Ficções Científicas e Fantásticas

O Homem Que Desenhava Na Cabeça dos Outros

Agradecemos desde já a todos aqueles que quiserem participar em mais um encontro de amigos em torno dos livros, das histórias e dos autores.

domingo, 28 de Setembro de 2008

TERTÚLIA EM BRAÇO PRATA

O debate de ideias não faz parte dos hábitos que mais prezamos. Deve ser por isso que mal ouvimos ou percebemos as vozes discordantes que nos contrariam e transformam, a maior parte das vezes, as conversas em discussões. Uma tertúlia é, na sua génese, um espaço de convivência de pessoas que se querem bem, têm coisas em comum e gostam de partilhar pensamentos. Organizar e promover, uma vez por mês, em Braço de Prata, estes nossos encontros tem sido uma aposta ganha, porque nos tem ensinado mais do que sabíamos sobre os livros, sobre as pessoas, e sobre a vida.

A tertúlia de hoje teve como convidado o Afonso e durante duas horas e meia lá estivemos à conversa, amena, informal, a falar da Índia, de Goa, Da Colva do Afonso, tal como ele a descreve no seu livro “Uma sombra Laranja-Tigre” e depois passámos ao futebol, ao jornalismo desportivo e às suas dependências. Enfim, como de costume, quem lá esteve gostou. Quem não esteve, pode ser que esteja na próxima!

colva em braço de prata

... e não só!

Fomos vinte, podiamos ter sido mais, muito mais. Mas fomos vinte! Que fomos de Colva a um Portugal em Calções, passeámos por entre personagens, reais e surreais, jornais do antigamente e outros do presente e seu futuro, escutámos daqui e dali, perguntas e mais perguntas, com a resposta calma, pausada e autêntica na voz do Afonso que falou como escreve. De frente.
E ligou de longe, muito longe, de Colva segundo soubémos, o Michael do romance. E esteve sentado o José Manuel, o repetido José Manuel da José Manuel Mesquita & Associados. E estivémos todos também.
Sorte a de quem esteve. Entre amigos de ler e escrever, entre amigos do momento. Do mesmo tipo de momentos que fazem parte da receita da vida. Bons ... neste caso.

Obrigado pessoal.

Obrigado Afonso!!

sábado, 6 de Setembro de 2008

AFONSO DE MELO

... dia 28 de Setembro, Fábrica Braço de Prata, sala Nietzsche, 15 horas, como de costume !

E o convidado é ....

Afonso Joaquim Sampaio e Paiva de Melo é um jornalista e escritor português.

Nasceu em Águeda a 18 de janeiro de 1964. Cursou Direito, mas enveredou pelo jornalismo. Colaborou desde muito cedo na «Soberania do Povo», esteve no «Semanário», passou fugazmente pel’ «O Liberal».

Foi redactor de «O Século»; colaborador eventual de «O Jornal»; colaborador e, mais tarde, redactor de «A Bola», cumprindo as funções de editor da secção internacional e sendo responsável pela concepção e edição de um suplemento chamado «A Bola de Domingo».

Ainda em «A Bola» foi coordenador de «A Bola Magazine». Foi Editor de Redacção de «O Jogo»; colaborador de «O Comércio do Porto» e de «A Capital»; comentador de futebol internacional da «Sport TV» e colunista da revista «Record Dez». Escreveu na revista «Fócus». foi correspondente em Portugal do jornal espanhol «As» e do jornal polaco «Reczespospolita», bem como colaborador das revistas japonesas «Soccer Hiyo» e «Sportiva2». Durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 2002, foi colunista do jornal en:Aajkaal, de Calcutá.

Publicou reportagens e artigos de viagens na revista «Vida Mundial», no «Jornal de Letras», no suplemento «Fugas» do jornal «Público» e na revista «Atlântica». Escreveu muitos dos textos da «Grande Enciclopédia dos Europeus de Futebol», do «Diário de Notícias», tendo também contribuído para o «Anuário 2005», do mesmo «Diário de Notícias».

Foi durante muitos anos fornecedor de matérias para a «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira». É correspondente em Portugal da revista francesa «France Football» desde 1995. Fez parte do Gabinete de Imprensa do Euro 2004, como Media Relations Manager, e foi Assessor de Imprensa para a Selecção A de futebol desde Janeiro de 2004 a Julho de 2006, tento estado presente no Euro 2004 e no Campeonato do Mundo de 2006.

Foi membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da Candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, sendo um dos responsáveis pelas áreas de Comunicação e Marketing.

Colaborou com a Fundação Luís Figo na área de comunicação.

É Grande Oficial da Ordem do Mérito, Medalha de Ouro da Federação Portuguesa de Futebol, membro honorário da Ordem da Nossa Srª da Conceição de Vila Viçosa e Judeu de Ouro da ANATA, Associação dos Naturais de Águeda. Traduziu livros para diversas editoras.

autor entre outras coisas de :


Portugal em calções : diário de um jornalista no Mundial 2002 (crónicas, Oficina do Livro) 2002
A Lenda de Jorge Bum!, com Ponto de Exclamação (contos, Prime Books) 2003
Guia dos resultados da Selecção Nacional de Futebol 2004
Doping – A Triste Vida do Super-Homem (reportagem, em parceria com Rogério Azevedo, D. Quixote) 2004
Cinco Escudos Azuis – A história da selecção nacional de futebol de 1921 aos nossos dias (D. Quixote, com uma primeira edição de 2004 e reedição actualizada em 2006)
Uma sombra laranja-tigre : em forma de panchatantra (romance) 2005
poema sem maiúsculas na colectânea de poemas inéditos Tantas Mãos, a Mesma Primavera (Oficina do Livro) 2005
Viagem em Redor do Planeta Eusébio (Prime Books) 2005
A Princesa-Que-Tinha-Uma-Luz-Por-Dentro (conto, Oficina do Livro) 2005
Factos, Números e Nomes da Selecção Nacional de Futebol (D. Quixote) 2005
Não Morrerei em Buenos Aires (poemas, D. Quixote) 2006
Todos Tenemos Una Buena História de Futbol (a propósito do Mundial 2006, Cafediario, Barcelona) 2006
A Pátria Fomos Nós (crónicas, Prime Books) 2006
Um Ano na Vida de Luís Figo (foi o responsável pelos textos do livro do fotógrafo Hamish Brown, editado pela Fundação Luís Figo) 2007
Cem anos de Benfica Sporting, Sporting Benfica 2007
Tantas Vezes Tu (romance, Editora Erasmos)
Manuel Quarenta e Maria Quarentena – Dois Personagens à Espera de um Romance (conto na colectânea de contos 40 (D. Quixote)
A Monótona Vida de Uóchinton Maria a Quem Chamavam o Homem-Porco (colectânea de contos portugueses inéditos, Histórias em Língua Portuguesa, Editora Ambar, organizada por Francisco Guedes)
A Morte Tem Sempre Música de Fundo (numa colectânea de textos feitos sobre ilustrações de Pedro Zamith Oficina do Livro)
El Corazón Negro de Portugal

terça-feira, 13 de Maio de 2008

Lançamento


No próximo dia 18 de Maio (Domingo), pelas 16:00, a Tertúlia reunir-se-á de novo, na Fábrica Braço de Prata, desta vez para o lançamento do meu pequeno livro "A Machina Circunspecular".
Teremos máquinas, espelhos e seres estranhos.
Apareçam!
J P.MATOS

domingo, 13 de Abril de 2008

TERTÚLIA - ABRIL



Ontem foi dia de Tertúlia. Desta vez o convidado foi Carlos Matos Gomes, que usa o nome de Carlos Vale Ferraz como pseudónimo literário.

Carlos Matos Gomes foi oficial do exército e nas tropas especiais “Comandos” fez várias comissões na Guiné, Angola e Moçambique. Conhecedor das profundezas do universo militar, das motivações dos homens, das suas forças e medos, das relações de poder que se impõem ou estabelecem implícitas ou explicitamente, o aposentado coronel é um estudioso deste tema que continua a ser um tabu cheio de segredos, véus, vénias, continências e muitas incongruências. Publicou, entre outros, os romances Nó Cego, Os Lobos não usam Coleira, e Fala-me de África.

Ontem, ao contrário do que aconteceu nos meses anteriores, esteve pouca gente: apenas oito tertulianos e mais os quatro que estávamos na mesa, incluindo o convidado. Mas, como dizia o Artur, esta foi a tertúlia mais participada. Não sei se foi a mais participada mas foi muito interessante.

O Carlos é um excelente conversador e durante as três horas em que esteve connosco deu-nos a conhecer melhor alguns aspectos daquele mundo onde só os iniciados se conseguem mover. Os leigos - e anti-militaristas, como eu – mesmo quando julgam que estão a perceber os mecanismos e esquemas mentais dos militares, mais não fazem do que tentar decifrar os códigos que se escondem atrás das palavras. Restou-me ouvir e aprender que nós portugueses “...somos pouco dados a guerras. Preferimos o negócio. E somos semíticos, por causa da nossa costela judaica, ou muçulmana.” E também fiquei a saber que os militares se sentem abandonados pelo poder político que por não se reconhecer nos seus guerreiros não lhes dá o valor merecido, usando-os e deitando-os fora.

Foi um prazer.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

PRÓXIMA EDIÇÃO

Com a participação do nosso próximo convidado nas sessões da Tertúlia, o projecto dá mais um passo significativo na sua consolidação. Se até aqui foram apresentados e debatidos trabalhos únicos (uma biografia, uma compilação de crónicas), a obra de Carlos Vale Ferraz, que conta com a publicação de vários títulos, expande-se também ao argumento cinematográfico, abrindo-se desta forma um vasto campo temático de assuntos de possível debate. Para os menos atentos tentarei enumerar a seguir alguns dos temas mais representativos.
1- A Guerra Colonial e a instituição militar.
Em virtude da sua actividade profissional (Oficial do Exército Português), Carlos Vale Ferraz dedica vários livros seus à actividade da guerra, ao modo como os homens nela se comportam ou transfiguram, ou à forma como ela os marcou para uma vida inteira. (“Soldadó”,” ASP de Passo Trocado”,” Os Lobos Não Usam Coleira”)
2- A interminável ligação ao continente africano. A forma como o olhar do nosso inconsciente colectivo, em virtude de 5 séculos de ligação permanente, nunca se fechou, antes se foi transmutando ao longo da História.
3- A Escrita para cinema. A Relação entre o discurso literário e o discurso fílmico.
Na sequência do êxito alcançado pelos seus livros, Carlos Vale Ferraz fez já várias incursões no mundo do cinema. O seu romance Os Lobos não usam Coleira foi adaptado para o filme de António Pedro Vasconcelos OS IMORTAIS. Foi autor do argumento do filme PORTUGAL SA de Ruy Guerra. Colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme CAPITÃES DE ABRIL. É autor do guião da série televisiva REGRESSO A SIZALINDA, baseada no seu mais recente romance, “Fala-me de África”.
4- Literatura Portuguesa.Tem uma posição muito interessante em relação à literatura que se faz em Portugal (ver post anterior sobre o autor) quando opõe os conceitos entre um discurso erudito, exercício de estilo e, por outro lado, aquela literatura narrativa, que conta histórias…

Eis aqui alguns dos possíveis objectos de discussão na próxima tertúlia. Espero sinceramente que possam comparecer, e que gostem do resultado final. Pela nossa parte tudo faremos para que assim seja. Até lá.